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Esporte/Cotidiano

170 anos de Emancipação Política de Sousa; Confira a programação da festividade e história do município

No dia 10 de julho de 1854, a emancipação política da cidade de Sousa era oficializada, e, a partir desse momento, a região foi se desenvolvendo cada vez mais, não apenas na economia, como também, no turismo, sendo hoje, um dos principais pontos que movimentam o alto sertão paraibano.

Por Agencia de Notícias ODIA1 10/07/2024 às 15:15:52

Foto: COFEMAC

No dia 10 de julho de 1854, a emancipação política da cidade de Sousa era oficializada, e, a partir desse momento, a região foi se desenvolvendo cada vez mais, não apenas na economia, como também, no turismo, sendo hoje, um dos principais pontos que movimentam o alto sertão paraibano. A cidade dos dinossauros vem ganhando notoriedade nacional, nos esportes, na política, e, principalmente, devido ao fato de evidências arqueológicas no local; Veja o cronograma das comemorações e um breve resumo de sua história.

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Programação das festas

Oficialmente, as comemorações iniciaram de forma antecipada desde o início da semana, na última segunda-feira(08), com a apresentação dos cantores Dorgival Dantas e Emiliano Pordeus, além da banda Limão Com Mel. Os festejos se estendem até a próxima quinta-feira(11), contando com a presença de Wesley Safadão e outros artistas.

Nesta quarta-feira(10), o dia próprio do aniversário da cidade, nomes conhecidos estarão presentes no palco, como Flávio José, Santana, Geraldo Azevêdo e Gilson Mania.

História da emancipação

No ano de 1723, os sacerdotes Francisco e Teodósio de Oliveira Ledo chegaram na região, passando o território para a Casa da Torre da Bahia, fazendo com que se tornassem os senhores dos vales constituídos pelos rios do Peixe e Piranhas. A habitação local ocorreu de maneira gradativa, com os moradores das ribeiras dos rios do peixe e Piranhas e dos paulistas que iam chegando para situar suas fazendas com rebanhos e agricultura. Nessa tempo, o lugar registrava uma população de 780 habitantes.

A fertilidade atraiu potenciais moradores, que despertaram interesse no cultivo das terras aparentemente produtivas. Nesta região, Bento Freire de Sousa e José Gomes de Sá também residiam em suas respectivas fazendas. Assim, o povoado desenvolvia-se e, em 1730, contabilizava cerca de 1.468 habitantes, conforme informações do Cabido de Olinda. O progresso chamou atenção de Bento Freire que, vivendo na Fazenda Jardim, tomou a frente no processo de organização do povoado.

Bento, que fez questão de pleitear uma concessão, deslocou-se à Bahia com o objetivo de obter da Casa da Torre a doação da sesmaria, cujas terras passariam a fazer parte do patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. A partir da conquista do pleito, coube a Bento Freire construir, entre 1730 e 1732, a primeira capela em memória a Nossa Senhora dos Remédios – atual Igreja do Rosário dos Pretos. Com isso, Freire se tornou o primeiro administrador do patrimônio da "Freguesia de Nossa Senhora dos Remédios do Jardim do Rio do Peixe", o que contribuiu para elevar a região à categoria de povoado.

As terras que compreendiam o antigo Jardim do Rio do Peixe pertenciam ao coronel Francisco Dias D'Ávila e sua mãe D. Inácia D' Araújo Pereira, família fidalga da Casa da Torre da Bahia, os quais, por solicitação de Bento Freire, doaram ao patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios no ano de 1740. Entretanto, o processo se estendeu até 1756, quando, após 4 anos de viagens de Bento à Bahia, houve a legalização da sentença que, em definitivo, oficializava a constituição do patrimônio de Nossa Senhora dos Remédios. Bento Freire foi o administrador do Patrimônio até 1765, uma dedicação de quase meio século para elevar o que viria a ser o município de Sousa.

O povoado do Jardim do Rio do Peixe, nomenclatura primária das terras originais, foi elevado à categoria somente em 1766. Apesar de apresentar a classe de distrito, o povoado permaneceu com seu nome mais antigo. Já em 1784, a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios foi desconstituída da Nossa Senhora do Bom Sucesso de Pombal.

No dia 04 de junho de 1800, o Ouvidor Geral, José da Silva Coutinho instala, oficialmente, por meio de Resolução do então Governador de Pernambuco, a Vila Nova de Sousa, datada de 26 de março de 1800, depois do pleito da comunidade através de requerimento chefiado por Patrício José de Almeida, Matias de Figueiredo Rocha e padre Manoel Vieira da Silva. O Capitão Alexandre Pereira de Sousa, um dia antes da decisão, doou alguns lotes de terras para o patrimônio do povoado que estava em crescente evolução. E, através da Lei Provincial de n° 28, de 10 de julho de 1854, a Vila de Sousa foi elevada à categoria de cidade, passando, na ocasião, a se chamar de Sousa, hoje conhecida popularmente pela alcunha de "cidade sorriso".

“Cidade Sorriso”

A origem do apelido “Cidade Sorriso” surgiu através de uma homenagem do político paraibano, Alcides Carneiro, no ano de 1947, quando, na época, estava concorrendo ao Governo do Estado.

Famoso por ser um orador talentoso e capaz de realizar discursos com potencial de sensibilizar os eleitores, Alcides participou de um comício que integrava parte sua agenda na cidade de Sousa, onde o político cumprimentou o grande público proferindo as seguintes palavras:

"minha querida Sousa, CIDADE SORRISO, banhada pelas águas cristalinas do Rio do Peixe!", disse.

O comentário foi recebido como um elogio pela população local, que adotou como uma espécie de alcunha ou sinônimo para o munícipio, sendo associada até os dias atuais por moradores e turistas.

Vale dos dinossauros

O parque dos dinossauros é hoje, um dos achados paleontológicos mais bem conservados do mundo. No ano de 1924, o engenheiro de minas, Luciano Jacques de Moraes (1896-1968) publicou seus desenhos sobre as pegadas que ele associou a dinossauros, na obra intitulada de "Serras e Montanhas do Nordeste", fazendo com que os primeiros registros locais fossem documentados.

Importante ressaltar, que a região reúne o maior conjunto de pegadas de dinossauros originadas da fase inicial do período Cretáceo da América Latina.

Dentro dos escritos, o engenheiro, que não tinha formação em paleontologia, realizou anotações relacionadas aos tipos das pegadas, além de algumas características a respeito das possíveis espécies de dinossauros que teriam produzido.

De acordo com o DNOCS, afim de serem analisadas, amostras das pegadas foram enviadas aos Estados Unidos, porém, o Luciano nunca obteve uma resposta sobre o caso. Décadas mais tarde, outras amostras foram encaminhadas para um pesquisador da Alemanha, a partir disso, paleontólogos reconheceram evidências das espécies de dinossauros que passaram pela região há milhões de anos atrás.

Fonte: https://www.polemicaparaiba.com.br/

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